Ninguém melhor para cuidar da nossa vida


Eu perdi a minha mãe para uma patologia não tratada. E da raiva que faz parte do tempo relativamente pouco que essa perda aconteceu (três anos) eu me esforço para extrair um fato e um dado muito objetivo que materializa no corpo aquele dito tão coringa: ninguém pode fazer por/para você o que só você pode fazer por você mesmo. O caso da minha mãe é o exemplo mais concreto- extremo e doloroso- dessa frase que, usada em situações comportamentais e não urgentes, pode ser tão abstrata.

As pessoas podem sim nos amar -e nós as amarmos- quererem genuinamente o nosso bem, ser pessoas que nos fazem bem, e ainda assim serem inconvenientes em certas situações que demandam a noção do dito anterior. Inconvenientes no sentido de quererem dar uma orientação para uma pessoa perdida quando, literalmente como aprender a dirigir e não fazer o carro morrer, seja no caminho para um propósito profissional/pessoal/emocional ou seja no caminho para lutar pela própria vida, cada um tem o próprio caminho e tempo para chegar onde precisa chegar, para conceber o que precisa conceber e, no fim, para chegar a si.

Há verdades de difícil digestão. A inexorabilidade da morte. O fato de que não podemos depender dos outros para nos sentirmos bem com quem somos. O fato de que temos, temos, TEMOS que trabalhar, ter uma atividade remunerada no mundo que vivemos e assim trilhar um trajeto para tal. (Próximos capítulos!)

Comentários

Postagens mais visitadas